sábado, 6 de dezembro de 2008


1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros,reuniões, simpósios etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis.Afinal, tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro.( E ferro, enferruja!!!)

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo.

11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida.Isto é para crédulos e tolos sensíveis.
vamos que vamos!

já é carnatl vem amar vem morrer...



venha aprebder mil maneiras de se contrair a maior quantidade de doenças venérias possiveis, com tudo pago e aceito pel sociedade, em uma festa familiar e artificial da família brasileira, a maior micareta, que rima com Brusqueta, em um ato de fé e piedade onde garotinhas virgens acumulam sliva em suas bocas de mulher da vida de até 36 rapazes, ou moças, ou policiais...

¿voçê beijaria um soropositivo?

mas o que os olhos não vêem o vírus não afeta!

Como toda pessoa que gosta de paz, silêncio e tranqüilidade, fui arrastado pro shopping em plena quarta-feira debaixo de uma baita chuva. E eu tinha fome, muita fome. Vocês já devem imaginar, certo? É óbvio que não me deixaram comer o mais rápido possível. Surgiam lojas e lojas até que, enfim, no horizonte eu vislumbrei uma praça de alimentação mega-lotada.
Com muita paciência, consegui sentar. E pude, finalmente, fazer o tão desejado pedido: uma pizza com tudo que é possível, e de um tamanho considerável. O ambiente era um horror. Imagine centenas de pessoas molhadas num lugar fechado, todas famintas e ávidas por um lugar pra sentar.
A meu lado, numa outra mesa, um senhor de meia idade com cara de porco com câimbra falava alto, alto falava. Um amigo mais acanhado ouvia tudo e nem se manifestava. A pizza não vinha e já se passavam vinte minutos, pelo menos. Eu sofria com aquela situação.
Eis que, por um instante de miragem, vi o tão desejado alimento vindo em minha direção. Tudo se calava ao meu redor e minha boca se preparava para o golpe derradeiro contra a fome. Foi quando, pavorosamente, o garçom começou a andar para a mesa do gordo. Oh, ódio. Oh, melancolia, Oh, desassossego.
O sujeito, balofo até os ossos, não parava de falar, e a pizza esfriava sob suas palavras sem que ele comesse do modo que ela merecia. Mas a história até que era interessante. Contava de sua esposa. Um dia ele chegou em casa tarde, do serviço, e encontrou a cozinha desarrumada, prato em cima da mesa e o banheiro de porta escancarada e de luz acesa. Como um perfeito ignorante, ele reclamou de tudo isso e foi dormir puto da vida, sem arrumar nada e com fome.
No dia seguinte, antes mesmo de tirar satisfação com a pobre coitada da mulher, ela quis saber por que ele não tinha jantado. Poxa vida. Ela havia deixado a comida no forno, a mesa posta e um recado do espelho no banheiro explicando tudinho. O gordo ficou com um tremendo remorso, dizia ele. Pois as pessoas até tendem a ser boas, às vezes a gente atrapalha.
Nesse meio de tempo, minha pizza chegava. Devorei-a num breve instante. Depois daquele dia nunca mais dormiria sem me certificar de que não havia um recado no espelho do banheiro.