segunda-feira, 28 de junho de 2010

Diário de um louco e ... Torou Dento produções apresentam: Caravana do destino sem rumo.

A tentativa irracional e desorganizada de se fazer um diário de bordo e relatar os fatos que mudaria nossas vidas (ou que não significassem nada).






Componentes da viajem:
1º: João Nuremberg:
função: motorista
Também conhecido como mago velhinho, velhinho, zão e zuão, um dos homens mais azarados da terra, que segundo ele mesmo, se caísse de costas quebrava o nariz. Possui poderes como: “ fazer as coisas darem errado” e “ fazer as coisas que deram errado ficarem ainda piores”, quase não consegue compor o grupo, pois as 41 anos teve o azar de quebrar uma costela tentando imitar Daiane dos Santos em uma cama elástica, sabendo que é diabético, hipertenso, tem hérnia de disco e a visão limitada. Mas felizmente o seqüestramos do hospital no qual o mesmo estava internado e tomando remédios de nomes impronunciáveis.

2º: Dicson Azevedo: função: motorista

Também conhecido como Disco, Doidjinho ou o 8º anão, pois suspeitamos que ele foi rejeitado da branca de neve por se considerado o maior anão do mundo, possui poderes que tornam qualquer conversa uma verdadeira dor de dente de tão insuportável, pequenino e sorrateiro tem habilidades físicas que o torna invencível em teimas como, a grande discussão sobre o direito das pessoas querem ser gordas, ou são gordas por que isso é uma falta de vergonha. É o integrante mais emocionalmente instável do grupo.

3º Tatiana:
função: nos deixar mais educados, encher nosso saco e pechinchar pelo comida.

Também conhecida como Santangost, Lúcufer e namorada do mago velhinho, possui o poder de nos deixar embriagados dando corda para que agente beba, estando ela sem tomar si quer um copo água, não podemos deixar de ressaltar que ela é a única mulher do grupo, ou pelo menos era o que eu pensava até a entrada do 5º elmento...

5º Giorgi: Coxinha, cochonilha, coxambecs ou côsharks.
função: navegador Jr (um mero assistente sem importância), cujo as responsabilidades incluíam, dar maçada na saída e na chagada, para que possamos correr mais na estrada e provocar acidentes, alem de passar perfume de forma engraçada enquanto observamos sem ele perceber (você não faz idéia de como isso é engraçado), e não posso esquecer, que ele nos ajudar em cálculos matemáticos complicados e variáveis, como:
Se nós temos três pipocas de microondas, de sabores queijo, bacon e galinha, somados com um litro de guaraná e divididos para cinco, no meio de uma rodovia extremamente perigosa. levando em consideração o movimento de rotação da terra e sua inclinação, que resultado teremos?
R.: o copo estava levemente inclinado em direção ao corpo da pessoa errada, fazendo com que a mesma se irritasse e esbravejasse distribuindo pipoca de todos sabores uniformemente sobre o carro resultado em: 2+2= cueca, calça, camisa e meias pegajosas de refrigerante por 2 horas, ou seja, 4.

Vocês devem estar se perguntando sobre o 4º, bem, ele sou eu. Esse humilde narrador que voz conta a esta stória (história), e não pretendo fazer nenhum julgamento de minha pessoa descrevendo-me para você leitor. Deixaremos de belongas e vamos logo ao clímax de nossas vidas sem destinos.


Dia 5 de janeiro de 2010, ano alfenim.
Depois do novo integrante Coxinha, zarpamos em direção ao sul desconhecido, onde nenhum de nós tinha estado antes.A primeira perna da viajem foi eufórica como toda nova paixão, os problemas vão ficando para trás.
Passamos por João Pessoas e Recife bem de lado de forma rápida, como achei que faríamos quando estivéssemos voltando para casa.
Minhas preocupações com o desgaste da volta se acalmam mais ainda como um fantasma que me persegue.
Cidades como Caruaru me deixam com a sensação de que estava em Currais Novos.
continua...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Um passeio pelo hospital.



Todos devem saber sobre o medo que todos os homens têm de ir ao médico, não suportamos a dor e morremos em casa gemendo e reclamando, colocamos a culpa em tudo (até no Papa), mas nunca jamais, na bebida, nem tão poço admitimos que o tempo passa e estamos ficando velhos.
Tive que ir ao hospital de ônibus pois achava que não estava tão doente assim:
Pressão 15/10.
No corredor agonizavam velhinhos abandonados, um alcoólatra inquieto que insistia em retirar o soro, homens jovens com caras amaradas e as mãos nas costas tentando acariciar os rins espremendo as costelas, uma enfermeira furando um buraco no chão de tanto “pra lá e pra cá”, cortinas para a intimidade das sodas safadas que mancham a reputação e a honra que velhos veteranos, ampolas que lembram garrafas de cerveja e a cede que sonhara em matar, que deu para aliviar com a água que me deram para engolir o remédio, gente gemendo, chorando, uivando e falando da vida alheia. E o médico sonolento disse “engula o remédio e depois volte” , 45 minutos depois...
Pressão 13/09.
A médica entre papéis de escrita indecifráveis me pergunta o que tenho, dou um sorriso irônico de (se soubesse o que diabos estaria fazendo aqui?), percebo que médicos quando trocam de pacientes é só para melhorar o diagnóstico:
-Olhe, o senhor tem que pedir para diminuir o sal da comida, ou comer coisas que não possua sal!
O senhor tem família?
-Sim, a 120km daqui.
-Você tem que parar de comer sal!
-E o que vou comer? Chuchu rico em vitaminas A, B e C (água , casca e bagaço)?
-Mas você tem que parar de comer sal, ou ficará hipertenso se já não estiver!
- Doutora, morrerei de fome se hoje em dia até o açúcar tem sal!