
a porta do banheiro:
Em breve... uma nova saga no TOROU DENTO!


Eu caminhava.
Eu me lembro bem de quando era mais fácil de fazer amizades, de quando não era o que agente tinha de material para oferecer que valia, era o que nós não tínhamos que nos fazia parecidos, algo em comum que servia como incentivo para as mais românticas representações de amizade.
As vezes quando não tínhamos o que fazer, e isso era bem comum naquela época, caminhávamos, antes eu andava só saia pela ruas desertas da cidade caminhando sem objetivo nenhum, só queria as respostas para minhas inquietações e perguntas, perguntas que eu também não sabia fazer portando nunca encontrava respostam , mas eu caminhava “fingia que o tempo passava fingia que eu gostava de alguém”, sempre ouvia vozes, alguém me chamar e isso me dava a única certeza que eu estava só, e era só um adolescente angustiado por nada, mas eu caminhava, andava só nem sabia por que mas andava só. Mas como tudo na vida muda, fiz amizade com pessoas parecidas comigo e a coisa que tínhamos em comum era esse gosto por andar por ai conversando sobre nossas frustrações, medos, sonhos, vitórias compras e derrotas vencidas.
Caminhávamos a noite, quase sempre tinha amigos fantásticos (reais ou não), tudo que não tínhamos em nossos lares tínhamos ali, atenção, voz e vez. Me lembro que muitas vezes quando chovia era só esperar alguns minutos e alguém chamava baixinho lá fora, e essa era a hora que eu mais gostava caminhar, na chuva. Mas o tempo passa!
A vida adulta batia na porta resistimos até quando não podia mais, agora as responsabilidades eram mais importantes, que tudo que importava, e nos tornamos distantes, arrogantes, intolerantes e principalmente carentes, saudosistas e tristes.
Hoje não caminho mais por ai, meu trabalho não deixa, mas sempre que estou de férias vou pra casa e saio sem destino só para procurar as respostas pois agora eu sei quais são as perguntas:
ando só
pois só eu sei
pra onde ir
por onde andei
ando só
nem sei por que
não me pergunte
o que eu não sei
ando só
como um pássaro voando
ando só
como se voasse em bando
ando só
pois só eu sei andar
sem saber até quando
ando só
Vamos voltar ao início, desde as casas com janelas pintadas ano após ano, até mesmo o simples gracejar de uma senhorita torta que risca um cigarro de ponta incandescente, rabiscando o ar com seus gestos nervosos, como se esperasse alguém voltar, como se relesse velhas cartas de amor, como se fosse hoje, como se fosse nunca à agonia de nunca chegar, de não conseguir nem ter um começo, dar inicio as coisas na segunda feira, sonhos pensados durante a semana, finalizados e estando realmente prontos para a segunda feira, quando nunca irão acontecer (voltar a produzir textos quanta ironia minha, o tempo acerta até mesmo quando erra, e minha felicidade é o mundo de forma diferente, minha felicidade é um ovo em pé, mas voltamos a falar da senhorita).
Incandescente são seus olhos, vermelhos pela luz do luar que fere suas lembranças mais íntimas, lembranças que ela não aceita pensar, não quer entender, quer que seu pudor as sufoque até que elas morram e não tragam mais sofrimento, mesmo sabendo que isso significa o fim de um prazer incontrolável, que corrói sua mente, devora seu corpo em questões que segundos e a estremece por horas fio, um prazer que sega como tudo que óbvio, simples como a natureza que aproxima os seres em um sentimento comum animal. O desejo de sentir prazer.
Suas mãos são finas, finas como suas palavras no calor de uma briga, com o coração no olho do furacão, gestos, que gestos? Seus dedos estão com sede, enquanto deixa pedras de gelo tontas ao rodar seus finos dedos em uma dose de vermute, seus dedos estão com sede, estão em meu rosto e meu rosto contra a parede
Personagens de um seriado japonês, anjinhos e monstros antes que a idade aperte antes que... Como se fosse lava como sua pele fosse ainda mais clara, como se a luz não gerasse escuridão, como se os anos não passassem tão depreca em pares de quatro. Mesmo que metade dela seja fruto de minha imaginação, a outra metade insiste em contemplar o meu dia.
Meiga senhorita.
Criança carente de Mae Luiza brincando com seu pai.Toda verdade sobre...
Os Bairros e Natal
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Agradecimentos a luiz do 2º ano
Composição: Carlos Maltz
Mulheres de Áries não servem
para sexo zen
não servem para objeto
nem prá dizer amém meu bem
Mulheres de Touro são forças
sobrenaturais
amam como a natureza
com a pureza dos animais
Mulheres de Gêmeos espalham
a boa nova pelo ar
são mensageiras dos deuses,
borboletas ao som
do luar
As mulheres de Câncer
são sonhos sob a forma
de mulher
com seu abandono de água,
se entregam como os rios
para o mar
Mulheres de Leão
enfrentam toda a escuridão
com a luz do sol que brilha
dentro do seu coração
Eternamente livres serão
todas as filhas da Virgem
trabalham por seus homens
mas não pertencem
à ninguém
Boa noite princesa
rainha de toda beleza
senhora da equanimidade
da dança
dos pratos da Balança
Com os mistérios da noite
Vem o sorriso do Escorpião
decifrem-nas ou elas
devoram
o que sobrar do teu
coração
Montando uma flecha de luz
o Sagitário é quem nos conduz
metade uma égua de fogo
metade uma sábia mulher
Do alto da montanha azul
o Capricórnio cuida da terra
mulheres com fibra de pedra
senhoras do Norte e do Sul
Tremei tiranos e párias
que a rainha já vai voltar
Aquariana e libertária
fazendo de todos iguais
E prá terminar
só me restam, os Peixes
mulheres invisíveis
com seus amores impossíveis
Mas quem nunca teve
um amor impossível
não sabe o que é amar
por amar
por amar
Que é amar