terça-feira, 15 de janeiro de 2008

[leia] estamos só no início , e quando se enda em círculos nunca se é bastante rápido!


Alegria!

Casa vazia, luzes acesas (só pra dar a impressão), tudo que pode acontecer daqui por diante os deuses do acaso que darão as cartas, pois os deuses jogam pôquer e os atalhos são perigosos feito frases feitas, nesse momento espero que todos continuem lutando para serem tudo aquilo que querem, "sempre serão, serão",

Esperem novas paisagens, e psotagens também!



Na santa paz de Deus!

No mais perfeito caos!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007


Fim de ano...
Tudo parece sempre igual, família reunida, mulheres estressadas na cozinha e homens bebendo cerveja e colocando defeito em tudo, crianças correndo com brinquedos precocemente descobertos, muito barulho é claro, o som ligado, e ninguém entende nada do que falam nem o que está tocando. Muita alegria, e vez por outra lavagem de roupa suja que na cozinha fica bem mias fácil de ocorrer, devido à espalhafatosa e desastrada organização feminina temperada com muito progesterona.
E eu, meio sem jeito para estas coisas escrevo em meio ao calor de toda essa confusão, espero que todos tenham uma ressaca sem dor de cabeça, nada de desinteira, para que no dia seguinte possamos comer os restos mortais da ceia, com a bendita cerveja que restar.
No mais, quem fica é minha famosa angústia de fim de ano, sempre fico meio melancólico com toda essa alegria e compras a prazo, presentes fora de medida e medidas fora dos presentes.
Nada como terminar o ano com uma citação que resume minha inquietações de fim de ano:

98/99
Composição: Humberto Gessinger
Há quem faça as contasHá quem vá as comprasQuando mais um ano chega ao fimHora de escrever cartõesHora de rever os planosMais um ano chega ao fimQue venha em paz o ano que vem, que venha em paz o que o futuro trouxerCai a neve nas vitrinese a gente derrete ao solDesse natal tropicalOs cachorros da vizinhança vão latirSob os fogos de artifícioPensarão que é fim e será só o inícioQue venha em paz o ano que vemque venha em paz o que o futuro trouxerHá quem ignore o calendárioHá quem fique de olho no horárioQuando mais um ano chega ao fim...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

[leia] Do acrílico ao pó, do pó a renite alérgica


Do acrílico ao pó.

Estávamos em vontade, sem força, queríamos ir para qualquer lugar, mas ainda éramos jovens e queremos algo da vida, um pouco mais que só respirar.

Entre o cinza, e o verniz de tardes cor de anil, deslizávamos no tempo, tardes quentes de janeiro, verão constante tanto quanto a solidão adolescente, mas a noite caminhávamos sem destino algum, sem algum destino “ouvindo um pampa no walkman“, ainda existiam pessoas que sonhavam com um mundo melhor, apesar de esse mundo melhor ser nada mais do que a representação de um microcosmo individual aflorando em todas as realidades, querendo que o mundo seja do seu jeito, mesmo de qualquer jeito, mesmo Ranieri o destruindo com um espirro fruto do pó e uma renite alérgica.

Enquanto isso desafinávamos o coro dos contentes:

Aculturados, sempre com fome

Não temos nada não temos nome

Somos fantasmas sem fanta e sem agonia

Que no horário nobre destrói o dia-dia

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

[leia] banho de wisk, com salada de ciriguela


1999
Ainda erramos jovens e o tempo era só um detalhe sórdido que influenciava nossos corações.
O ano foi marcante, pois foi nessa época que resolvemos montar a primeira banda de rock da cidade!
E se até a santa fugia da cruz imagine jovens malucos e sem dinheiro, um fusca amarelo, garrafas de vinho e vodka barata, pontas de cigarro e de pensamento, cações que como cidades nasceram em guardanapos manchados de batom.
O natal se aproximava e a já era hora da angústia tomar conta da felicidade de fim de ano, “Papai Noel era só um velho pedófilo que rejeita os miseráveis”, comentou o africano que rondava a turma afim de ser baixista. E eu como sempre estraguei tudo dizendo:

- O ano que se aproxima é a mãe de todas as segundas feiras!

E André (o Africano):

- Puta merda! Não me faça pensar em trabalho, nem tente fazer como no ano passado quando eu perdi a aposta, você comeu um galho de folhas de ciriguela, e eu derramei um dose de wisk na cabeça!

- Pois então, esse ano vamos tomar água...

-Cretino!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

[leia] diário de um louco prmeira página!

Éramos jovens...

Super-homem, gelatina, criptonita, álcool, garotas, valiun, sono...

Dizíamos com toda certeza, certeza dos jovens que não podíamos morrer, não podíamos deixar passar nenhuma oportunidade do oportunismo que necessitávamos para viver, e viver significava às vezes se arriscar, dormir, não fazer nada, ou fazer a maior quantidade de coisas no menor tempo possível, com a energia máxima dos nossos corpos e com a efervescência de nossas mentes.

E como um lorde inglês diante da morte, nós entoávamos canções de nossa autoria, como histórias de realismo fantástico:

Dona morte eu to de volta, eis de me ouvir por grandeza, vim aqui para te contar que caiu um anjo do céu, e ele queria conhecer de tudo e sendo assim se apegou.

Um anjo não pode chorar, destruir, nem fazer amor, só gritar.


- Agora o que ele fará para voltar pro céu?


- A única maneira, forma, de um reles homem anjo vil, mortal anjo voltar para o céu... E me ter amiga, me ter como uma amiga, uma morte amiga.


Enquanto as historias não tinham fim, nem final, chegávamos a conclusões fruto de outra canções:


- Acho que nesse próximo século as coisas, as lutas e guerras, serão baseadas nesses fatores, o terceiro sexo, a terceira guerra e o terceiro mundo!


- Não! Não adianta, companheiro Admilson não pode continuar querendo colocar sonhos dentro de garrafas.

[agora sim!] achei a pasta!


Outro dia quando mexia e bisbilhotava nas minhas próprias coisas, me deparei com uma fase da minha vida que pesei ter esquecido, achei essa pasta e dentro dela avia um livro cheio de coisas que eu nem me lembro nem acredito que escrevi.

As coisas que verão a partir de agora, serão minuciosamente selecionadas, pois nem tudo pode ser dito.