Claro agora estou com geladeira nova, minha madame frigidaire:

Ando pós-modernamente apaixonado pela nova geladeira.



100% de nada a 0°, possivelmente será o fim dos pingues de geladeira, mas o coro dos homenzinhos que existem em me apoiar nas horas mais periclitantes.
Uvas, raposas, carnes que sinceramente, não dão em árvores apodrecem sem respeitarem a dor da morte de seu dono animal.
Antes tudo estava tão gelado que agente mau de falava, estava tudo tão branco como as mais brancas neves artificiais, o frio as cores azuis, as frutas estão congeladas, a água será difícil de beber, e assim a garganta fica seca.
Agora que tudo está quente, ficamos mais tolerantes e sentimentais, as frutas estão apodrecendo, as carnes foram desonradas .
Mais aqui nos trópicos a vida estão a mil, vivendo aqui nesse buraco tropical que enchendo o saco ao ser mais vil, tão servil.



Temos que bolar um plano, a loucura faz parte das manchetes dos jornais, mas temos que bolar um plano, será tão simples como subornar o seu amor para conseguir te comover e pegar o seu dinheiro, será tão puro que todos pensaram que estarão garantindo o seu lugar no céu.
Mas, não será tão óbvio, será inexplicável como andar de bicicleta, como as velhas borboletas no radiador, sim... Assim será, assim seremos, “somos quem podemos ser”.
O inflamável de todas as situações...
Duas tv´s de quatorze polegadas, duas geladeiras, poeira, poeira e as luzes refletindo no branco da parede que agora é colorida, dvd´s espalhados pelo chão isso me lembra o meu antigo coração, em volta de mim a uma louça suja, que impões limites a minha falta de razão.
Mas temos que bolar um plano, o baterista esta escondido e não perdido, o contra baixo precisa de carinho, e a guitarra precisa de distorção.