sexta-feira, 12 de setembro de 2008

amanhã talvez - ?


Existem vário sabemos, sabemos...
Mas em eu piscar de lhos tudo muda, tudo acaba, trocamos de lugar.
E a frase “amanhã talvez”, quer fazer sentido, e dia já vem, a noite já passou.
Mas tudo que disse parece meio sem sentido, mas foi um dia muito difícil.
Sexta-feira, sem perdão nenhum o telefone não toca para findar os compromissos, mas a esperança de qualquer coisa que se derrame na garganta faça aliviar, a certeza tem uma esquina, uma parte escura por trás de onde vem a luz, que é o lugar das pessoas como eu, vendo a luz a todo momento mas sempre dependendo pra mudar, por enquanto só sabemos, que não sabemos ter certeza, pois na certeza tem várias curvas, e a estrada e tão comprida pra mudar, de caminho só vejo meu destino, rotas pra traçar.
E a frase “amanhã talvez”, se fez fazer sentido, e a noite já vem, o dia já passou.

sábado, 6 de setembro de 2008

Nossa!!! Como política é uma coisa chata!


Sábado, feira, barulho, eleições a prefeito se aproximam, os candidatos a candidatos salvadores do povo, prometendo o céu e o inferno, e me dá a impressão que esse deve ser um dos raros momentos em que deus está atento e o diabo só rindo, pois se o livre arbítrio foi colocado a nossa disposição, não existe momento mais apropriado para demonstrar que não sabemos exercer essa liberdade, a de escolha.
Falar de política é sempre muito complicado(política, futebol e religião não se discutem, mas o problema é que ninguém sabe a diferença entre discussão e briga), e já que é assim, votamos mesmo sem trocar experiências,ou pontos de vista, votamos e pronto! Não precisa saber de política, e por só sabermos votar, que votamos errado.
Em uma breve momento em que você é importante, alguém se esbalda, você vota e diz “agora perdi o valor”, como se depois do ato aquilo não fosse mais responsabilidade sua, como transar e sair de fininho, dane-se o que vai ocorrer depois.
Mas nem tudo esta perdido, dizia o sonhador. Mas será mesmo?
O voto de um analfabeto em um país de espertinhos, candidatura de um analfabeto para um país de analfabetos funcionais, e a propaganda eleitoral está mais engraçada do que a zorra total, eu mesmo morro de rir, e no futuro o ditado se inverte “vamos chorar do que nos fez sorrir”.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

*eita danado!!! Carta do Chefe Seattle



"O que ocorrer com a terra, recairá sobre os filhos da terra.Há uma ligação em tudo."

Este documento - dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos a respeito da defesa do meio ambiente - vem sendo intensamente divulgado pela ONU (Organização das Nações Unidas). É uma carta escrita, em 1854, pelo chefe Seatle ao presidente dos EUA, Franklin Pierce, quando este propôs comprar grande parte das terras de sua tribo, oferecendo, em contrapartida, a concessão de uma outra "reserva". Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, com é possível comprá-los? Cada pedaço desta terra é sagrada para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra da floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das arvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do potro, e o homem - todos pertencem a mesma família. Portanto quando o Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós. O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Essa terra é sagrada para nós.Essa água brilhante que escorre nos riachos não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se que ela é sagrada e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida de meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais. Os rios são nossos irmãos e saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto. Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.Não há lugar quieto na cidade do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o deabrochar das flores na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez porque eu sou um selvagem e não compreenda. O ruído parece somente insultar os ouvidos. E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o canto solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio verão limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.O ar é precioso para o homem vermelho pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Como um homem agonizante há vários dias, o homem branco é insensível ao mau cheiro. Mas se verdermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro aspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados. Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais dessa terra como irmãos.Sou um selvagem e não compreendo outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planîcie, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecermos vivos. O que é os homens sem os animais? Se todos os animais se fossem, os homens morreriam de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontecerá com o homem. Há uma ligação em tudo. Vocês devem ensinar as suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.Isto sabemos: a terra não pertence ao homem, o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisa estão ligadas como o sangue que une a família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e ferí-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos. Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnadas do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruídos por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

abra a sua mente seu merda!

uma peque lista de livros, que você tem que correr para ler antes que você morra, esqueça amigos, filhos, escola, trabalho, religião, amor e ódio de leitura, pela reconstrução de su própria cabeça!

A ILHA DOS AMOTINADOS-C.Nordhoff e J.Norman Hali
A MARCHA PARA O OESTE-Orlando Villas Bôas
A SEMENTE DE MOSTARDA-Rajneesh
A TERCEIRA VISÃO-Lobsang Rampa
AMOR É PROSA,SEXO É POESIA-Arnaldo Jabor
AS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA-Eduardo Galeano
PARA ALÉM DO BEM E DO MAL-Nietzsche
BANCO-Henri Charrière
BHAGAVAD GITA-Huberto Rohden
CASA GRANDE E SENZALA-Gilberto Freire
CAVALO DE TRÓIA-J.J. Benitez
DEMIAN-Hermann Hesse
EM FACE DO EXTREMO-Tzvetan Todorov
ENTERREM MEU CORAÇÃO NA CURVA DO RIO-Dee Brown
ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS? Erich Von Daniken
EU E OUTRAS POESIAS-Augusto Dos Anjos
EXPRESSO DA MEIA-NOITE-Billy Hayes & William Hoffer
GUERREIROS DO SOL-Frederico Pernambucano De Melo
HOMENS CONTRA O MAR-C.Nordhoff e J.Norman Hali
LARANJA MECÂNICA-Anthony Burguess
MAR SEM FIM-Amyr Klink
MEMÓRIA DAS MINHAS PUTAS TRISTES-Gabriel García Márquez
MEU CAMINHO,OCAMINHO DA NUVEM BRANCA-Rajneesh
MINHA FÉ-Hermann Hesse
O ALIENISTA-Machado de Assis
O ANT-CRISTO Nietzsche
O ESPINHO DO QUIPÁ-Vera Ferreira
O PIANISTA-Wladyslaw Szpilman
O PROCESSO CIVILIZATÓRIO-Darcy Ribeiro
O PROFETA DAS SELVAS-Albert Schweitzer
O REINO DE DEUS ESTÁ EM VÓS-Leon Tolstoi
ON THE ROAD-Jack Kerouac
OS SERTÕES-Euclides da Cunha
OS SOBREVIVENTES DOS ANDES-Piers Paul Read
OS ÍNDIOS E A CIVILIZAÇÃO-Darcy Ribeiro
PAPILLON-Henri Charrière
PARAÍSOS ARTIFICIAIS-Charles Baudelaire
QUANDO NIETZSCHE CHOROU-Irvin D. Yalom
QUEM FOI LAMPIÃO-Frederico Pernambucano De Melo
SEGREDOS DO CORAÇÃO-Kahlil Gibran
SEM TESÃO NÃO HÁ SOLUÇÃO-Roberto Freire
SIDARTA-Hermann Hesse
TAO TE KING-Lao Tsé
TEMPO DOS FLAMENGOS-José Antônio Gonsalves De Mello
TIM MAIA-Nelson Motta
VIDAS SÊCAS-Graciliano Ramos
VIVÊNCIAS-Hermann Hesse

domingo, 31 de agosto de 2008

J'ai accepté une moitié de bonnes et de mauvaises

2 X 2, tem coisas que em um fla flu não explicam, e coisas que acontecem no fla flu que não se explicam. como diria um francês la guerre est la guerre, no bom português (não lusitano) clássico é clássico.
Enquanto discutem o número da massa do carbono bem ao lado, espero que o tempo seja tão generoso quanto você que esta lendo, já que estamos de volta e agora com muito mais experiências reprimidas pelo tempo, algoz sem piedade da vaidade. Por levar tanto trabalho para casa, e a explosão súbita do meu monitor à ábaco, estamos de volta (e o plural não é por acaso, as entidades intergalácticas que baixam nesse meu terreiro mental formam nosso núcleo jornalístico). Os pensamentos ainda estão soltos fora de conexão, mas o nexo ainda existe, mesmo com tanto “x” a vida continua, e esperamos que pelo menos desta vez a luz no fim do túnel não seja um trem na contramão.
Novamente espero contar com as visitas, e prometo por tudo que é, e que não é sagrado escrever duas vezes por semana, toda terça e quinta.
Pois bem, agora estamos com uma banda de rock e depois de algum tempo fizemos nosso primeiro show ontem 30 do VIII, por isso decidi fazer uma ponte entre o meu ponto de vista e o ponto de ebulição da banda (que é quando fazemos o show), para entender o que digo veja :

http://www.youtube.com/watch?v=dfS4jvo5Z7Y

quarta-feira, 16 de abril de 2008

[essa é do Arnaldo] sei que colar é feio , mas essa é muito legal


O amor impossível é o verdadeiro amor Outro dia escrevi um artigo sobre o amor. Depois, escrevi outro sobre sexo. Os dois artigos mexeram com a cabeça de pessoas que encontro na rua e que me agarram, dizendo: "Mas... afinal, o que é o amor?" E esperam, de olho muito aberto, uma resposta "profunda". Sei apenas que há um amor mais comum, do dia-a-dia, que é nosso velho conhecido, um amor datado, um amor que muda com as décadas, o amor prático que rege o "eu te amo" ou "não te amo". Eu, branco, classe média, brasileiro, já vi esse amor mudar muito. Quando eu era jovem, nos anos 60/70, o amor era um desejo romântico, um sonho político, contra o sistema, amor da liberdade, a busca de um "desregramento dos sentidos". Depois, nos anos 80/90 foi ficando um amor de consumo, um amor de mercado, uma progressiva apropriação indébita do "outro". O ritmo do tempo acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistério impalpável. Hoje, temos controle, sabemos por que "amamos", temos medo de nos perder no amor e fracassar na produção. A cultura americana está criando um "desencantamento" insuportável na vida social. O amor é a recusa desse desencanto. O amor quer o encantamento que os bichos têm, naturalmente. Por isso, permitam-me hoje ser um falso "profundo" (tratar só de política me mata...) e falar de outro amor, mais metafísico, mais seminal, que transcende as décadas, as modas. Esse amor é como uma demanda da natureza ou, melhor, do nosso exílio da natureza. É um amor quase como um órgão físico que foi perdido. Como escreveu o Ferreira Gullar outro dia, num genial poema publicado sobre a cor azul, que explica indiretamente o que tento falar: o amor é algo "feito um lampejo que surgiu no mundo/ essa cor/ essa mancha/ que a mim chegou/ de detrás de dezenas de milhares de manhãs/ e noites estreladas/ como um puído aceno humano/ mancha azul que carrego comigo como carrego meus cabelos ou uma lesão oculta onde ninguém sabe". Pois, senhores, esse amor existe dentro de nós como uma fome quase que "celular". Não nasce nem morre das "condições históricas"; é um amor que está entranhado no DNA, no fundo da matéria. É uma pulsão inevitável, quase uma "lesão oculta" dos seres expulsos da natureza. Nós somos o único bicho "de fora", estrangeiro. Os bichos têm esse amor, mas nem sabem. (Estou sendo "filosófico", mas... tudo bem... não perguntaram?) Esse amor bate em nós como os frêmitos primordiais das células do corpo e como as fusões nucleares das galáxias; esse amor cria em nós a sensação do Ser, que só é perceptível nos breves instantes em que entramos em compasso com o universo. Nosso amor é uma reprodução ampliada da cópula entre o espermatozóide e óvulo se interpenetrando. Por obra do amor, saímos do ventre e queremos voltar, queremos uma "reintegração de posse" de nossa origem celular, indo até a dança primitiva das moléculas. Somos grandes células que querem se re-unir, separados pelo sexo, que as dividiu. ("Sexo" vem de "secare" em latim: separar, cortar.) O amor cria momentos em que temos a sensação de que a "máquina do mundo" ou a máquina da vida se explica, em que tudo parece parar num arrepio, como uma lembrança remota. Como disse Artaud, o louco, sobre a arte (ou o amor) : "A arte não é a imitação da vida. A vida é que é a imitação de algo transcendental com que a arte nos põe em contato." E a arte não é a linguagem do amor? E não falo aqui dos grandes momentos de paixão, dos grandes orgasmos, dos grande beijos - eles podem ser enganosos. Falo de brevíssimos instantes de felicidade sem motivo, de um mistério que subitamente parece revelado. Há, nesse amor, uma clara geometria entre o sentimento e a paisagem, como na poesia de Francis Ponge, quando o cabelo da amada se liga aos pinheiros da floresta ou quando o seu brilho ruivo se une com o sol entre os ramos das árvores ou entre as tranças da mulher amada e tudo parece decifrado. Mas, não se decifra nunca, como a poesia. Como disse alguém: a poesia é um desejo de retorno a uma língua primitiva. O amor também. Melhor dizendo: o amor é essa tentativa de atingir o impossível, se bem que o "impossível" é indesejado hoje em dia; só queremos o controlado, o lógico. O amor anda transgênico, geneticamente modificado, fast love. Escrevi outro dia que "o amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é sua grande beleza. Claro que o amor é também feito de egoísmos, de narcisismos mas, ainda assim, ele busca uma grandeza - mesmo no crime de amor há um terrível sonho de plenitude. Amar exige coragem e hoje somos todos covardes". Mas, o fundo e inexplicável amor acontece quando você "cessa", por brevíssimos instantes. A possessividade cessa e, por segundos, ela fica compassiva. Deixamos o amado ser o que é e o outro é contemplado em sua total solidão. Vemos um gesto frágil, um cabelo molhado, um rosto dormindo, e isso desperta em nós uma espécie de "compaixão" pelo nosso desamparo. Esperamos do amor essa sensação de eternidade. Queremos nos enganar e achar que haverá juventude para sempre, queremos que haja sentido para a vida, que o mistério da "falha" humana se revele, queremos esquecer, melhor, queremos "não-saber" que vamos morrer, como só os animais não sabem. O amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver. Como os relâmpagos, o amor nos liga entre a Terra e o céu. Mas, como souberam os grandes poetas como Cabral e Donne, a plenitude do amor não nos faz virar "anjos", não. O amor não é da ordem do céu, do espírito. O amor é uma demanda da terra, é o profundo desejo de vivermos sem linguagem, sem fala, como os animais em sua paz absoluta. Queremos atingir esse "absoluto", que está na calma felicidade dos animais.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

eu doido! Tu é estranho





Essa postagem é proibida para menores. Se você se acha um perdedor um estranho calma vamos com outro ponto de vista, minha missão é tentar fazer você se sentir melhor:




Dicas de Auto-Ajuda:


1º - Você não é completamente inútil... ao menos serve de mau exemplo.


2º - Se você não é parte da solução é parte do problema.


3º - Errar é humano, mas achar em quem colocar a culpa é mais Humano ainda.


4º - O importante não é saber, mas ter o telefone de quem sabe.


5º - Quem sabe, sabe. Quem não sabe é chefe!


6º - É bom deixar a bebida. Só tente se lembrar onde.


7º - Existe um mundo melhor, mas é caríssimo.


8º - Trabalhar nunca matou ninguém, mas... pra que se arriscar ?


9º - Há duas palavras que abrem muitas portas: PUXE e EMPURRE.


10º - Não leve a vida tão a sério, afinal você não sairá vivo dela.




se você ainda estiver se sentindo estranho, olhe as fots: