terça-feira, 30 de outubro de 2007
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Os "bèbu" do meu Brasil
Para quem acha que em Santa Cruz não possui gente famosa!
Jeremias não chega nem no rastro!
[ leia, leia, leia...] como se dar início a uma história!

Estado febril, sintomas e efeitos de um gripe que parece já fazer parte de minha personalidade, saudade semanal exagerada (cora), expedições programadas para o fim de semana, e a esperança de mudar de vida ao mudar de ano.
Nada de pensamentos cartesianos, não agüento mais conviver com tantos engenheiros do Hawaii, advogados de Havana, físico-químicos de Taiwan (ambientes coletivos que só promovem o individualismo), na verdade sempre fui um pensador, um boêmio saudosista preocupado somente em sobreviver da melhor maneira possível.
Falar sobre mim mesmo é sempre um risco, prefiro autocríticas, ou falar de mim como se fosse outra pessoa, um personagem.
Agora sim!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Borboletas no radiador, a história de uma realidade fictícia.
Meu nome pode ser qualquer um, minha irmã onomatopéia, meu irmão socialmente instável, minha mãe como (quase) todas, candidata a Madre Tereza de uma forma mais humana real, cotidiana e dona de um lar remendado. O cenário poderia ser qualquer um, mas é preferível o uma cidadezinha cosmopolita do interior, ao invés de um caótico centro urbano; casas brancas, amarelas e aquele azul desbotado pelo tempo, janelas azuis, marron tabaco e cinzas empoeiradas, com causadas de cimento rachadas pelas raízes das árvores, um acácia, uma figueira, uma castanhola, e uma algaroba, aqui acolá um terreno sem casa, um casa sem gente, uma gente sem casa, vestígios de um passeio de carroça de burro, domingos de céu azul sem nem um nuvem pra fazer um chá, quanto mais para encher um tanque, que tem um listra de lodo lembrando do inverno.
Dentro de casa? Lá dentro já é quase lá fora, galinha no quintal esperando alguma festa, um cachorro bom de caça mas meio adoentando, um pé de graviola, de um lado um monte de basculho, de outro, troço venho, pedaço de cano, caco de cerâmica, cinco telha, litro de cachaça, de cerveja, garrafa de rum e de pet, tudo com o fundo pra cima no canto da parede.
As pessoas, os figurantes?
Fica para o próximo capítulo!
sábado, 27 de outubro de 2007
[leia] quando estamos desprovidos de culpa

Existe um momento que por mas que agente tente, alguma coisa é sempre maior...
Quando estamos desprovidos de culpa, nossas ações perdem o pudor e nos vemos ávidos de uma ação, a qual há poucos minutos era só desejo interno, nada externo;
O desejo é o simples querer da consciência, o que achamos claro é o simples temer do inexacto, fora de foco , sem distinção...
A forma extrapola as dimensões de moral, a qual fazemos tanta querência, ou pensamos que precisamos fazer.
Pra tudo se tem uma canção, mas para uma canção não necessariamente se resume tudo, ninguém precisa de uma canção, uma tradução, uma auto afirmação.
A organização das coisas...
O universo conspira ao meu favor...
Um eclipse solar é um fato majestoso que não significa nada, e em toda abóbada celeste que envolve nosso pequeno universo cotidiano, as coincidências se tornam milagres, os cães se espicham nas sombras das casas mais antigas, e o velho dorme em sua cadeira de balaço única e preferida, imagem sua mente forma agora, simples como um caleidoscópio bicolor, triste sem graça, minha imaginação também é um receptáculo, minha cabeça dói com a gripe que se aproxima, o verão já veio e ela esta atrasada, mas não ligo não estou escrevendo nada com nexo mesmo, mas eu não me culpo , culpe a você mesmo por ainda estar lendo, não faça o que digo, não faça nada que alguém te diga!
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
[láh lá laahá,! leia] duas pesoas a vida e o elevador

Poderia ser escrita de livre associação, mas a tudo a meu favor...
O silêncio do escritório, lá fora alguém conversa, a chuva cai e não e reclama seu posto ao sol, enquanto eu, como terapia, escrevo tentando driblar a dislexia imaginária, entre um olhar e outro decidindo se vou ou não tomar um cafezinho, escrevo...
Lembrei-me de como a vida é estranha, assim como todas as reflexões a respeito dela, que como a situação de duas pessoas que nunca se viram ao se encontrar em um elevador, afirmam coisas sobre o tempo, do tipo: “-Ta quente hoje em? -È, cada dia que passa fica mas quente né?”, e o elevador segue...
Da mesma maneira flertamos com as possibilidades da vida, como agente cisma em questioná-la, “há... viver é fóda!”, já exclamou alguém, “quanto vale a vida?”, pergunta outro, e por mais otimista, criativa ou perceptiva que seja o questionamento ou a resposta, a vida seria como o elevador, ela segue... até que quebre, e mesmo sabendo que um dia aquilo iria quebrar, agente se irrita e sempre se pergunta “por que?”.
sábado, 20 de outubro de 2007
[leia kkk] O boy Montezuma:

Montezuma era um Homem-deus que gostava muito de música, por isso Montezuma resolveu comprar um radinho de pilha, só que outro Homem-deus pagão seu amigo Quatzacall também gostava de musica e resolveu comprar um som médio, Montezuma boy invocado colocou um som no seu carro...
A merda começou, todos os Homens-deuses se reuniam a noite pra tentar saber quem tinha o som maior, num ferenezi incontrolável, eles entorpecidos por uma bebida mágica, tentavam a todo custo seduzir aqueles mortais que passavam desfilando tédio e hierarquia, ripongas pratricinhas, punks de butique e filhinhas de papai, paravam para prestigiar o insolúvel da sociedade então formada; Montezuma já estava com um paredão de som de dois metros, com fones de dezoito, metendo medo em todo mundo, transformou-se num deus egoísta que só pensava no próximo objeto que poderia comprar para aumentar o tamanho do seu pequeno pênis, mas montezuma não contava com a mão do destino, quando montezuma descobre que de tanto tomar esteróides anabolizantes para adquirir forma sinuosa e sexy para atrair as fêmeas para o acasalamento, teve um pequeno problema no fígado, que o fez ficar com uma cirrose “cônica”, só podendo comer arroz braço sem sal para o resto da vida, além de ficar paralítico depois de tentar aplicar óleo de comida no bíceps, pois devido os problemas motores já adquiridos com o tempo, aplicou no pescoço...Toda a sua legião de fiéis, que antigamente em procissão chamavam seu nome em cantigas insuportáveis, agora adotaram um deus mais jovem no qual eles pudessem sugar toda a sua dedicação em apelos fúteis como: esticar o cabelo para sempre, um litro de bebida que nunca seque, plásticas no nariz e abdômen, entre outras. Nos dias de hoje, sua presença se resume em figurações e associações patéticas como: manchas no espelho, fotos em portões dizendo “cuidado com o cão”, e especiais de fim de ano da globo.
Por mais que pareça mentira, montezuma hoje é um Homem-deus feliz, fazendo trabalhos de arte pintando com seu pé que não foi amputado por necrose.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Não ter o que se quer é uma coisa; não ter o que não se tem, pra mim são coisas totalmente distintas, mesmo assim ia de encontro a tudo que a TV, as placas de trânsito, o padre e minhas alucinações diziam: “sua realidade é estanque”, “só tenha sonhos médios”.
O que eu podia conseguir era no máximo, ser, alcoólatra, anarquista e estuprador... barrigudo, doido e professor...
Era isso que a vida tinha para me oferecer, pra me consolar eu inventava inimigos para poder conviver com essa minha condição, justificar meu determinismo enxertado, o que não combinava muito com a mente de um pisciano donquixótico, mas aos poucos fui me libertando, e descobrindo o caminho da felicidade...[Mas aviso minha felicidade pode ser vista com doença por mentes normais].
Então ouvi que a felicidade movimenta a fé, mas nunca me dei muito bem com nenhuma doutrina religiosa. A felicidade é um urubu pintado de verde, disse Mário Quintana, em um poema linear, mas o que seria então um torcedor do flamengo e do palmeiras não dá, é como amar duas mulheres. Porém entendo que isso é uma metáfora e possui sentidos diferentes, o urubu pintado de verde e a esperança carniceira e oportunista, a felicidade é oportunista. É como a felicidade fosse um ovo em pé, algo inédito tão distante que distorce a mente dos poetas, mas é possível de acordo com os artifícios.
Por outro lado, sempre me disseram que o mundo dá voltas, um dia tu estás lá em cima, outro lá em baixo, por tanto a vida é feita de altos e baixos, mas isso também me gerava aflição, pois meu problema era falta de paciência, virtude que só comecei a dominar depois de um tempo( e ainda continuo), pois meu problema era que, que é que decide quanto tempo ficarei lá em baixo, ou quanto tempo aquele cretino irá ficar lá em cima.
Foi então que amadureci mesmo, e descobri que a vida é mesmo cheia de altos e baixos, aliás...
A VIDA É UMA GANGORRA, FUNCIONANDO MAL!