domingo, 31 de agosto de 2008

J'ai accepté une moitié de bonnes et de mauvaises

2 X 2, tem coisas que em um fla flu não explicam, e coisas que acontecem no fla flu que não se explicam. como diria um francês la guerre est la guerre, no bom português (não lusitano) clássico é clássico.
Enquanto discutem o número da massa do carbono bem ao lado, espero que o tempo seja tão generoso quanto você que esta lendo, já que estamos de volta e agora com muito mais experiências reprimidas pelo tempo, algoz sem piedade da vaidade. Por levar tanto trabalho para casa, e a explosão súbita do meu monitor à ábaco, estamos de volta (e o plural não é por acaso, as entidades intergalácticas que baixam nesse meu terreiro mental formam nosso núcleo jornalístico). Os pensamentos ainda estão soltos fora de conexão, mas o nexo ainda existe, mesmo com tanto “x” a vida continua, e esperamos que pelo menos desta vez a luz no fim do túnel não seja um trem na contramão.
Novamente espero contar com as visitas, e prometo por tudo que é, e que não é sagrado escrever duas vezes por semana, toda terça e quinta.
Pois bem, agora estamos com uma banda de rock e depois de algum tempo fizemos nosso primeiro show ontem 30 do VIII, por isso decidi fazer uma ponte entre o meu ponto de vista e o ponto de ebulição da banda (que é quando fazemos o show), para entender o que digo veja :

http://www.youtube.com/watch?v=dfS4jvo5Z7Y

quarta-feira, 16 de abril de 2008

[essa é do Arnaldo] sei que colar é feio , mas essa é muito legal


O amor impossível é o verdadeiro amor Outro dia escrevi um artigo sobre o amor. Depois, escrevi outro sobre sexo. Os dois artigos mexeram com a cabeça de pessoas que encontro na rua e que me agarram, dizendo: "Mas... afinal, o que é o amor?" E esperam, de olho muito aberto, uma resposta "profunda". Sei apenas que há um amor mais comum, do dia-a-dia, que é nosso velho conhecido, um amor datado, um amor que muda com as décadas, o amor prático que rege o "eu te amo" ou "não te amo". Eu, branco, classe média, brasileiro, já vi esse amor mudar muito. Quando eu era jovem, nos anos 60/70, o amor era um desejo romântico, um sonho político, contra o sistema, amor da liberdade, a busca de um "desregramento dos sentidos". Depois, nos anos 80/90 foi ficando um amor de consumo, um amor de mercado, uma progressiva apropriação indébita do "outro". O ritmo do tempo acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistério impalpável. Hoje, temos controle, sabemos por que "amamos", temos medo de nos perder no amor e fracassar na produção. A cultura americana está criando um "desencantamento" insuportável na vida social. O amor é a recusa desse desencanto. O amor quer o encantamento que os bichos têm, naturalmente. Por isso, permitam-me hoje ser um falso "profundo" (tratar só de política me mata...) e falar de outro amor, mais metafísico, mais seminal, que transcende as décadas, as modas. Esse amor é como uma demanda da natureza ou, melhor, do nosso exílio da natureza. É um amor quase como um órgão físico que foi perdido. Como escreveu o Ferreira Gullar outro dia, num genial poema publicado sobre a cor azul, que explica indiretamente o que tento falar: o amor é algo "feito um lampejo que surgiu no mundo/ essa cor/ essa mancha/ que a mim chegou/ de detrás de dezenas de milhares de manhãs/ e noites estreladas/ como um puído aceno humano/ mancha azul que carrego comigo como carrego meus cabelos ou uma lesão oculta onde ninguém sabe". Pois, senhores, esse amor existe dentro de nós como uma fome quase que "celular". Não nasce nem morre das "condições históricas"; é um amor que está entranhado no DNA, no fundo da matéria. É uma pulsão inevitável, quase uma "lesão oculta" dos seres expulsos da natureza. Nós somos o único bicho "de fora", estrangeiro. Os bichos têm esse amor, mas nem sabem. (Estou sendo "filosófico", mas... tudo bem... não perguntaram?) Esse amor bate em nós como os frêmitos primordiais das células do corpo e como as fusões nucleares das galáxias; esse amor cria em nós a sensação do Ser, que só é perceptível nos breves instantes em que entramos em compasso com o universo. Nosso amor é uma reprodução ampliada da cópula entre o espermatozóide e óvulo se interpenetrando. Por obra do amor, saímos do ventre e queremos voltar, queremos uma "reintegração de posse" de nossa origem celular, indo até a dança primitiva das moléculas. Somos grandes células que querem se re-unir, separados pelo sexo, que as dividiu. ("Sexo" vem de "secare" em latim: separar, cortar.) O amor cria momentos em que temos a sensação de que a "máquina do mundo" ou a máquina da vida se explica, em que tudo parece parar num arrepio, como uma lembrança remota. Como disse Artaud, o louco, sobre a arte (ou o amor) : "A arte não é a imitação da vida. A vida é que é a imitação de algo transcendental com que a arte nos põe em contato." E a arte não é a linguagem do amor? E não falo aqui dos grandes momentos de paixão, dos grandes orgasmos, dos grande beijos - eles podem ser enganosos. Falo de brevíssimos instantes de felicidade sem motivo, de um mistério que subitamente parece revelado. Há, nesse amor, uma clara geometria entre o sentimento e a paisagem, como na poesia de Francis Ponge, quando o cabelo da amada se liga aos pinheiros da floresta ou quando o seu brilho ruivo se une com o sol entre os ramos das árvores ou entre as tranças da mulher amada e tudo parece decifrado. Mas, não se decifra nunca, como a poesia. Como disse alguém: a poesia é um desejo de retorno a uma língua primitiva. O amor também. Melhor dizendo: o amor é essa tentativa de atingir o impossível, se bem que o "impossível" é indesejado hoje em dia; só queremos o controlado, o lógico. O amor anda transgênico, geneticamente modificado, fast love. Escrevi outro dia que "o amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é sua grande beleza. Claro que o amor é também feito de egoísmos, de narcisismos mas, ainda assim, ele busca uma grandeza - mesmo no crime de amor há um terrível sonho de plenitude. Amar exige coragem e hoje somos todos covardes". Mas, o fundo e inexplicável amor acontece quando você "cessa", por brevíssimos instantes. A possessividade cessa e, por segundos, ela fica compassiva. Deixamos o amado ser o que é e o outro é contemplado em sua total solidão. Vemos um gesto frágil, um cabelo molhado, um rosto dormindo, e isso desperta em nós uma espécie de "compaixão" pelo nosso desamparo. Esperamos do amor essa sensação de eternidade. Queremos nos enganar e achar que haverá juventude para sempre, queremos que haja sentido para a vida, que o mistério da "falha" humana se revele, queremos esquecer, melhor, queremos "não-saber" que vamos morrer, como só os animais não sabem. O amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver. Como os relâmpagos, o amor nos liga entre a Terra e o céu. Mas, como souberam os grandes poetas como Cabral e Donne, a plenitude do amor não nos faz virar "anjos", não. O amor não é da ordem do céu, do espírito. O amor é uma demanda da terra, é o profundo desejo de vivermos sem linguagem, sem fala, como os animais em sua paz absoluta. Queremos atingir esse "absoluto", que está na calma felicidade dos animais.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

eu doido! Tu é estranho





Essa postagem é proibida para menores. Se você se acha um perdedor um estranho calma vamos com outro ponto de vista, minha missão é tentar fazer você se sentir melhor:




Dicas de Auto-Ajuda:


1º - Você não é completamente inútil... ao menos serve de mau exemplo.


2º - Se você não é parte da solução é parte do problema.


3º - Errar é humano, mas achar em quem colocar a culpa é mais Humano ainda.


4º - O importante não é saber, mas ter o telefone de quem sabe.


5º - Quem sabe, sabe. Quem não sabe é chefe!


6º - É bom deixar a bebida. Só tente se lembrar onde.


7º - Existe um mundo melhor, mas é caríssimo.


8º - Trabalhar nunca matou ninguém, mas... pra que se arriscar ?


9º - Há duas palavras que abrem muitas portas: PUXE e EMPURRE.


10º - Não leve a vida tão a sério, afinal você não sairá vivo dela.




se você ainda estiver se sentindo estranho, olhe as fots:



segunda-feira, 7 de abril de 2008

[leia de novo] Histórias do Billi J. - são coisas do amor(parte 2)


(...)
Mas os dias foram passando, e esse amor platô... digo, esse amor verdadeiro(???) do Billi J. pela guria só aumentava. Billi J. falava muito nela. Porque ela é a mais isso, a mais aquilo, porque quando ela olha para o lado direito a sua orelha sempre mexe, como quem diz “pode falar”. Enfim, o Billi J. transformava em palavras todos os gestos daquela guria. E como ela era bonita, sempre me disse o Billi J. Mas os dias continuaram passando, o amor continuou crescendo, porém o Billi J. não trocava palavra com a guria. Esqueci-me de dizer, o nome da guria, era Renata (assim como a música do Los Hermanos).

A Renata tinha se tornado para o Billi J. o que as formigas são para um tamanduá(não entendeu? pergunta para o Billi J.). Ela passava e o Billi J. parava o que estava fazendo, independente do que ele estivesse fazendo. Só que como o Billi J. era inocente, ou melhor, diferente dos outros, nunca percebeu que a Renata passava na frente dele porque queria se aproximar. Renata era tão tímida quanto Billi J., mesmo que não aparentasse isso, pois estava sempre conversando com alguém, fosse esse alguém um colega ou o seu irmão, que estudava também na escola. Mas Renata achava Billi J. diferente, mas não sabia o porquê de Billi J. chamar a sua atenção.

Pobre Billi J.. Nunca soube dessa intenção de aproximação de Renata. Mas algo mudara em Billi J.. Ele viu durante uma aula de educação física um guri, duas séries à frente da dele(nunca ficou específico em que série do ensino fundamental o Billi J. estudava), estava falando e se divertindo com a Renata. Com a sua Renata! E o pior de tudo é que ele era tímido demais e educado demais para poder fazer algo. Sentiu-se um idiota naquele momento. Sentiu-se incapacitado. Era óbvio que a Renata nunca seria sua namorada, porque ele era tímido, covarde, enfim, Billi J. era Billi J.. De nada adiantava ele saber falar inglês, ao contrário de todos os seus colegas(será que a Renata sabia falar inglês?). De nada adiantava ele ter feito um curso de auto-defesa, por pressão de seu tio, que dera um curso desses.

De nada adiantava ele ser muito dedicado e ler o jornal inteiro todos os dias, quando a maioria lê somente os quadrinhos e olha as figuras. De nada adiantava. E naquele momento Billi J. foi ao que ele descobriria depois ser um inferno astral, uma crise de existência. Coitado do Billi J.. O mundo era tão injusto com ele. Billi J., na opinião das suas antigas colegas(nunca soube a opinião da sua amada), era um bichinho da maçã. Não dou a minha opinião porque desmereço a beleza. Mas enfim, Billi sofreu muito, só em ver a sua amada ao lado de um carinha mais velho, conversando e rindo muito.

Billi J. sofreu. Sofreu mais do que uma formiga carregando uma folha de bananeira sozinha. Billi J. decidiu que não amava mais a Renata. Decidiu fugir da aula de educação física naquele momento. Saiu correndo, foi para a sala de aula e pegou a sua mochila e num instintivo “vou embora” saiu correndo portão afora. Ele não queria mais ver aquilo. Seu amor, ou melhor, seu antigo grande amor, nos braços de outro. Ele não queria entender. Apenas queria esquecer. Chegando em casa, chutou a mochila para o lado, tirou o tênis sem desamarrar, subiu as escadas de meia, quase caindo de boca e quebrando os dentes da frente e pulou em sua cama. Chorou. Chorou como um bebê que acaba de levar uma palmada na bunda de um médico.



continua...

[leia]Histórias do Billi J. - são coisas do amor (parte 1)


Essa é do tempo que o Billi J. ainda era conhecido por Bilionarico(nome originário de um tio analfabeto que ouviu bilionário no rádio e achou que aquilo fosse nome, mas sem acento).

Diz o Billi J. que isso aconteceu alguns anos antes do fato ocorrido na 8ª série, que foi o começo dessa saga. Mas então, ele, Billi, desde que o conheço é tímido, mas quando está entre pessoas que o entendem e o incentivam a falar, fala como se fosse uma criança descrevendo um jogo novo. É engraçado quando isso acontece, mas o Billi é assim mesmo. Acho que por vezes sou assim também, mas enfim, essa é história do Billi e não minha.

Voltando ao fato importante, o Billi J. sempre foi aquele guri diferente. Pelas histórias dele, pelo começo da história dele no blog ficou evidente isso. Mas ele era diferente dos outros porque acreditava no amor. Quantos guris acreditam no amor? Quantos não têm vergonha em falar? Só conheço, mais uma vez, o Billi J.. O Billi J. sempre foi o guri que esperava por um grande amor. Mas isso desde pequeno. E no momento em que ele viu aquela guria, cabelos escuros, mais do que pretos, com olhos cor-de-mel, como ele mesmo definia e com um sorriso mais bonito do que uma macieira carregada de maçãs(para lembrar, o Billi J. gosta muito de maçãs), pensou que ali havia encontrado o seu amor.

Era ela. Billi J. achou, mesmo sem conhecer, que aquela seria a sua namorada, o seu grande amor. Billi J. nunca escondeu isso, mas também nunca demonstrou, bom, pelo menos, quase nunca. Porque o Billi J. tremia e se arrepiava só pela tal guria passar por ele para apontar o lápis na lixeira de plástico da sala. Sim, a guria conhecia uma colega do Billi J. então se sentou ao lado dela, no fundo da sala. Billi J., que sempre foi um grande estudioso sem óculos, sentava na primeira classe, a da extrema direita, para ter uma visão melhor do quadro e porque era mais fácil de sentar longe dele, então o empurraram para esse local.

Billi J. era muito engraçado. Ele arrumava os óculos, mesmo sem ter óculos, só para ter uma desculpa para olhar para trás e ver aquela guria(nem eu consigo entender direito como isso é possível). E como era linda. A cada dia o Billi J. descobria mais uma coisa bonita nela. Ela era engraçada, supôs Billi J., porque todos riam quando estavam com ela. Ela era inteligente, porque sempre era a primeira a acabar as provas. Ela era simpática, porque todos queriam estar perto dela. Tudo isso o Billi J. supôs, pois nunca trocou uma palavra com ela. Mas acima de tudo, sempre pensava ele, ela era bonita. Na verdade, ele achava ela “apenas” bonita porque não conhecia a palavra linda. Sim, o Billi J. era muito estudioso mas não conhecia a palavra linda. E alguém ousa ainda a dizer que o Billi J. não era diferente?


Continua...

sexta-feira, 21 de março de 2008

páscoa, chocolates e mp3(em?)¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿



Ovos de páscoa...
Galinha, chocolate, ovos e coelhos...
¿
A família não necessita estar reunida.
É uma época de provação, de reconhecimento e muita fé.(mas disso agente já sabe)
Ando meio inquieto, com essa minha mania de perseguição, agora eu cismei novamente com os mp3´s, ando percebendo uma coisa meio esquisita, sempre meu mp3 manda avisos dizendo que a pilha acabou, quando eu sei que não acabou mesmo, e fico imaginando que tudo isso é obra das indústrias de pilha que lançaram o vírus na internet, fazendo com que as pilhas acabem antes mesmo de acabar (se é que vocês me entendem), nos enfiando em um ciclo mortal de destruição e debilidade auditiva...
Mas preciso de calma, é semana santa não posso envolver as pessoas em um clima apocalíptico.

A pergunta que não quer calar!

¿Galinha, chocolate, ovos e coelhos?
Então vamos a aula com Professor ELeso!
Origem dos Símbolos da Páscoa
A Páscoa (do hebraico Pessach significando passagem) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo (Vitória sobre a morte) depois da sua morte por crucificação (ver Sexta-Feira Santa ) que teria ocorrido nesta altura do ano em 30 ou 33 d.C. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses a partir desta data até ao Pentecostes .
(mas disso agente já sabe!!!!)
É sugerido por alguns historiadores que muitos dos atuais símbolos ligados à Páscoa (especialmente os ovos de chocolate , ovos coloridos e o coelhinho da Páscoa ) são resquícios culturais da festividade de primavera em honra de Eostre que, depois, foram assimilados às celebrações cristãs do Pessach, depois da cristianização dos pagãos germânicos.

-Tá bom só não sei quém é Eostre!

- Calma!

Contudo, já os persas , romanos , judeus e armênios tinham o hábito de oferecer e receber ovos coloridos por esta época.
Ishtar tinha alguns rituais de caráter sexual, uma vez que era a deusa da fertilidade, outros rituais tinham a ver com libações e outras ofertas corporais.

- Nossa! E o ovos de chocolate?

O hábito de dar ovos de verdade vem da tradição pagã. O hábito de trocar ovos de chocolate surgiu na França. Antes disso, eram usados ovos de galinha para celebrar a data.
A tradição de presentear com ovos - de verdade mesmo - é muito, muito antiga. Na Ucrânia , por exemplo, centenas de anos antes de era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza - lá eles têm até nome, pêssanka - em celebração à chegada da primavera .
Mas os ovos não eram para ser comidos. Eram apenas um presente que simbolizava o início da vida. A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos pagãos da Europa .

- Nossa quase que isso não termina mais!

A gora vamos nos empanturar de chocolate!!!!

Outra pergunta. Existe um santo da desinteria?





segunda-feira, 17 de março de 2008

[leia] nada de água quente e muito Belchior


Claro agora estou com geladeira nova, minha madame frigidaire:



Ando pós-modernamente apaixonado pela nova geladeira.

Primeira escrava branca que comprei, veio e fez a revolução.

Esse eterno feminino do conforto industrial injetou-se em minha veia, dei bandeira!e ao por fé nessa deusa gorda da tecnologia gelei de pura emoção!

Ora! desde muito adolescente me arrepio ante empregada debutante.

Uma elétrica doméstica então...

Que sex-appeal!

Dá-me o frio na barriga!

Essa deusa da fertilidade, ready made a la Duchamp, já passou de minha amanteVirou super-star, a mulher ideal, mais que mãe, mais que a outra...

Puta amiga!

Mister Andy, o papa pop, e outro amigo meu xarope se cansaram de dizer:Pra que Deus, Dinheiro e Sexo, Ideal, Pátria, Família pra quem já tem frigidaire?

É Freud, rapaziada! Vir a cair na cantada dum objeto mulher.

Eu me confundo, madame!

E a classe média que mame se o céu, a prazo, se der!

Que brancorno abre e fecha sensual dessa Nossa Senhora Ascéptica!

Com ela eu saio e traio a televisão, rainha minha e de vocês.

Dona frigidaire me come... But no kids double income!

Filho compromete a estética!

Como Edipo-Rei momo, como e tomo tudo dela...

Deleites da frigidez!Inventores de Madame Frigidaire, peço bis!

Muito obrigado!Afinal, na geladeira, bem ou mal, pôs-se o futuro do país.

E um futuro de terceira, posto assim na geladeira, nunca vai ficar passado.

Queira Deus que no fim da orgia, já de cabecinha fria, eu leve um doce gelado!

É Freud, rapaziada! Vir a cair na cantada dum objeto mulher...

Mas que trocadilho infame!

La vraie Ballade des Dames du Temps Jadis... au contraire!